Polícia escocesa investiga estadia de Epstein no castelo da família real britânica
A polícia da Escócia investiga uma suposta estadia, em 1999, do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein e de sua cúmplice Ghislaine Maxwell no Castelo de Balmoral, propriedade da família real britânica, a convite do então príncipe Andrew, informou a imprensa local nesta sexta-feira (30).
"Recebemos informações e há investigações em curso, mas ainda estão em uma fase muito preliminar", indicou a polícia, citada, entre outros meios, pela agência de notícias britânica PA e pela Sky News.
A polícia escocesa não forneceu mais detalhes, alegando que "seria inadequado fazer mais comentários" por respeito às "vítimas", segundo esses meios.
Segundo o tabloide Daily Express, o primeiro a revelar este novo desdobramento, a polícia da Escócia analisa acusações de que mulheres teriam sido exploradas em Balmoral, então propriedade privada da falecida rainha Elizabeth II e que agora pertence a seu filho, Charles III.
Pelo menos nove serviços policiais, em nível nacional, estão investigando os laços entre o ex-príncipe Andrew e Jeffrey Epstein.
A polícia escocesa já investigava um voo realizado em 2006 e supostamente fretado pelo criminoso sexual para levar mulheres ao Reino Unido pelo aeroporto de Edimburgo.
Andrew Mountbatten-Windsor foi destituído de seus títulos reais pelo irmão em outubro de 2025, após a publicação das memórias póstumas de Virginia Giuffre, uma americana que acusou o ex-príncipe de agressão sexual quando tinha 17 anos.
Em fevereiro de 2026, ele foi preso e permaneceu detido por 12 horas, após uma série de revelações sobre suas relações com Epstein, morto na prisão em 2019. Contudo, não foi denunciado até o momento e nega ter cometido qualquer ilegalidade em relação ao caso do financista.
G.Loibl--MP