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Brasil encerrou 2025 com inflação de 4,26%, dentro da tolerância oficial
Brasil encerrou 2025 com inflação de 4,26%, dentro da tolerância oficial / foto: PEDRO LADEIRA - AFP/Arquivos

Brasil encerrou 2025 com inflação de 4,26%, dentro da tolerância oficial

A inflação no Brasil subiu ligeiramente em dezembro e encerrou 2025 em 4,26% no período de 12 meses, dentro da tolerância estabelecida pelas autoridades, segundo dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O resultado marca uma forte desaceleração em comparação com os 4,83% registrados em 2024 e fica abaixo do teto da meta oficial de 4,5%.

O dado representa um alívio para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criticado pelo alto custo de vida durante grande parte do ano.

Trata-se do quinto menor resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos últimos 31 anos, informou o IBGE. Antes deste, ficaram os de 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%).

O dado ficou ligeiramente abaixo das projeções do mercado, que esperava que se situasse em 4,31%, segundo o último Relatório Focus publicado pelo Banco Central do Brasil.

Em dezembro, o índice mensal foi de 0,33%, acima dos 0,18% de novembro, mas abaixo dos 0,52% do mesmo mês de 2024.

- Incidência nas taxas de juros -

A desaceleração foi impulsionada principalmente pela queda nos preços dos alimentos básicos, graças a uma maior oferta após as dificuldades climáticas que afetaram as colheitas em 2024.

"Os preços dos produtos alimentícios subiram 2,95% em 2025, abaixo do resultado de 2024, quando registraram alta de 7,69%", detalhou Fernando Gonçalves, gerente de pesquisa do IBGE.

As tarifas de energia elétrica residencial exerceram pressão de alta devido a reajustes que encareceram as contas dos consumidores.

O dado positivo pode abrir espaço para uma flexibilização da rígida política monetária do Banco Central.

O Brasil tem uma das taxas de juros mais altas do mundo, em 15%, o que encarece o crédito e desestimula o consumo e o investimento.

Lula tem criticado repetidamente o Banco Central por manter taxas elevadas, com o argumento de que freiam o crescimento econômico do país.

A economia brasileira enfrentou fortes tensões comerciais com os Estados Unidos em 2025.

Em agosto, o presidente americano, Donald Trump, impôs tarifas de até 50% a produtos brasileiros, embora, mais tarde, o governo de Lula tenha conseguido negociar isenções a vários setores.

O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro de 2026 e Lula não esconde sua intenção de concorrer a um quarto mandato.

W.F.Walter--MP