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Família de mulher morta a tiros por agente de imigração nos EUA processa governo Trump
Família de mulher morta a tiros por agente de imigração nos EUA processa governo Trump / foto: ROBERTO SCHMIDT - AFP/Arquivos

Família de mulher morta a tiros por agente de imigração nos EUA processa governo Trump

A família de uma cidadã americana que morreu após ser baleada por um agente da polícia de imigração em Minneapolis, em janeiro, processou o governo Trump por homicídio e violação de direitos civis, segundo documentos judiciais divulgados nesta quinta-feira (1º).

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Renee Good, de 37 anos, morreu dentro de seu carro após ser baleada por um agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) durante um protesto contra as operações de fiscalização da imigração irregular.

A família apresentou duas ações em um tribunal federal. A primeira é contra os Estados Unidos e pede indenização com base na Lei Federal de Indenizações por Danos, por homicídio culposo, negligência e outras condutas indevidas.

A segunda ação alega uma conspiração para violar direitos civis com base em dispositivos da Lei Ku Klux Klan, de 1871. O processo argumenta que a operação de imigração teve como alvo deliberado as comunidades somali e hispânica e buscou intimidar pessoas que protestavam ou monitoravam os agentes federais.

A ação também cita o agente do ICE que efetuou os disparos, Jonathan Ross, e altos funcionários do governo Trump, incluindo a então secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e o subchefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller.

Ambos os funcionários acusaram Good, sem apresentar evidências, de terrorismo. Noem afirmou à imprensa que a vítima havia "tentado atropelar um agente das forças de segurança".

"A morte de Renee não foi um acidente", disseram os advogados da família, descrevendo o caso como "resultado previsível" de políticas que estimulavam confrontos agressivos.

O governo Trump tem defendido sua ofensiva anti-imigração e a atuação de seus agentes, alegando que o uso de força total no caso foi justificado.

Um vídeo dos disparos mostra Good conversando calmamente com os agentes de dentro de seu veículo antes de se afastar.

Segundo a ação apresentada pela família, ela estava desarmada, não era suspeita de nenhum crime e se afastava do agente em seu carro quando foi baleada.

A morte de Good desencadeou protestos em Minneapolis e aumentou a revolta sobre as campanhas de deportação do governo.

A.Schneider--MP