RD Congo vence Uzbequistão (3-1) e vai aos 16-avos da Copa como 3º do Grupo K
A República Democrática do Congo venceu de virada por 3 a 1 o Uzbequistão, eliminado após três derrotas, e garantiu uma classificação histórica para a fase de 16-avos de final da Copa do Mundo neste sábado (27), em Atlanta, nos Estados Unidos, onde enfrentará a Inglaterra.
A RD Congo terminou em terceiro lugar no Grupo K, com quatro pontos, atrás da Colômbia (7) e de Portugal (5), que empataram em 0 a 0 também neste sábado, no mesmo horário, em Miami.
O capitão Eldor Shomurodov abriu o placar para o Uzbequistão aos 10 minutos, mas Yoane Wissa empatou de pênalti no segundo tempo (68'), pouco antes da segunda pausa para hidratação.
Dez minutos depois, Fiston Mayele fez 2 a 1 e, nos acréscimos (90'+1), Wissa voltou a balançar a rede fechando o placar.
A República Democrática do Congo havia disputado apenas uma Copa do Mundo anteriormente — em 1974, quando o país se chamava Zaire —, sendo eliminada do torneio com três derrotas e nenhum gol marcado.
A partida começou com o Uzbequistão mais focado. Shoumurodov, atento a um rebote, deu um aviso logo aos 20 segundos de jogo com um gol anulado por impedimento.
Dez minutos depois, veio o seu momento de brilho: ele encobriu com categoria o goleiro Lionel Mpasi, após uma confusão na defesa.
Seu técnico, Fabio Cannavaro — vinte anos após erguer a taça da Copa do Mundo como capitão da Itália e conquistar a Bola de Ouro de 2006 —, finalmente sorria na América do Norte.
No entanto, o Uzbequistão não tinha nada em jogo, enquanto os congoleses, empurrados pela torcida, buscavam uma classificação histórica, apesar de terem tido sua preparação prejudicada pela epidemia de ebola.
Eles se lançaram ao ataque em busca da virada. Chegaram a comemorar o empate aos 17 minutos com um chute inesperado do imponente Nathanael Mbuku, mas o VAR revisou o lance e flagrou o próprio autor do gol atingindo o adversário com a mão no início da jogada.
A equipe africana precisava insistir. Com um futebol ambicioso e de muita intensidade, os congoleses passaram a criar chances e foram recompensados no segundo tempo.
Primeiro, houve um pênalti marcado contra Abdukodir Khusanov, do Manchester City, por uma falta em Yoane Wissa, um chute desajeitado quando tentava afastar a bola.
O próprio Wissa converteu a cobrança com frieza. A República Democrática do Congo ainda tinha mais de 20 minutos para buscar o gol que garantiria a classificação. Em uma das investidas ofensivas, Meschack Elia disparou um chute, e Mayele desviou a bola decisivamente com a ponta da chuteira para marcar.
A euforia tomou conta, com todo o banco de reservas congolês invadindo o gramado para comemorar o gol perto da bandeirinha de escanteio.
- Escalações:
República Democrática do Congo: Lionel Mpasi-Nzau - Aaron Wan-Bissaka, Chancel Mbemba, Axel Tuanzebe, Fuka Arthur Masuaku (Joris Kayembe 83') - Nathanael Mbuku (Meschak Elia 73'), Noah Sadiki, Samuel Moutoussamy (Ngal'ayel Mukau 73), Brian Cipenga (Theo Bongonda 72') - Cédric Bakambu (Fiston Mayele 52'), Yoane Wissa. Técnico: Sébastien Desabre.
Uzbequistão: Abduvakhid Nematov - Khozhiakbar Alidzhanov, Abdukodir Khusanov, Jakhongir Urozov (Igor Sergeev 82'), Rustamjon Ashurmatov, Sherzod Nasrulloev - Dostonbek Khamdamov (Azizjon Ganiev 59'), Akmal Mozgovoy (Jamshid Iskanderov 82'), Otabek Shukurov (Odiljon Hamrobekov 59'), Abbosbek Fayzullayev (Oston Orunov 73') - Eldor Shomurodov (cap). Técnico: Fabio Cannavaro.
Y.Ingvar--MP