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Bombardeio russo contra dois ônibus deixa ao menos 30 mortos na Ucrânia
Bombardeio russo contra dois ônibus deixa ao menos 30 mortos na Ucrânia / foto: Handout - Donetsk Region Prosecutor's Office/AFP

Bombardeio russo contra dois ônibus deixa ao menos 30 mortos na Ucrânia

Pelo menos 30 pessoas morreram nesta quinta-feira (8) quando um bombardeio russo atingiu dois ônibus em Kramatorsk, uma cidade próxima à linha de frente no leste da Ucrânia, em um dos ataques mais letais das últimas semanas, segundo as autoridades ucranianas.

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O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, prometeu que o ataque "não ficará sem resposta".

Imagens divulgadas pelas autoridades locais mostraram os destroços carbonizados dos veículos, assim como corpos e escombros espalhados pela rua.

"A Rússia tenta destruir toda a vida no Donbass e o mundo deve responder a isso", escreveu Zelensky no Telegram, alertando que o número de vítimas poderia aumentar.

A polícia informou que os ônibus foram atingidos por uma bomba planadora. Além disso, outras três pessoas morreram em uma localidade próxima em decorrência de bombardeios, segundo os serviços de emergência.

Este ataque ocorreu um dia depois de um míssil russo destruir um prédio residencial de cinco andares em Priluki, na região de Chernihiv, deixando 22 mortos, entre eles cinco crianças.

"Os russos estão atacando civis deliberadamente", denunciou o governador da região de Donetsk, no leste do país, Vadim Filashkin, acusando Moscou de violar "todas as regras de guerra e normas do direito internacional humanitário".

O Conselho da cidade de Kramatorsk classificou o episódio como "mais um crime horrendo cometido pelo Exército russo contra a população civil".

"Mais uma vez, os russos atacaram uma localidade onde não há absolutamente nenhum alvo militar", acrescentou.

Kramatorsk, que tinha 150 mil habitantes antes da guerra, é uma das cidades importantes que a Rússia não capturou em Donetsk, região que Moscou considera parte de seu território.

- Vítimas civis -

A preocupação com o aumento de vítimas civis tem crescido ao longo dos quase cinco anos de conflito entre Rússia e Ucrânia, enquanto ambos os lados intensificam os ataques de longo alcance.

Desde a invasão russa em fevereiro de 2022, a Ucrânia acusa Moscou de atacar deliberadamente civis, algo que a Rússia nega.

A ONU verificou a morte de mais de 17.000 civis durante a guerra, embora a organização considere que o número real seja consideravelmente maior.

Na semana passada, Zelensky acusou seu homólogo russo, Vladimir Putin, de ter autorizado ataques em massa contra áreas civis, uma acusação que o Kremlin rejeita.

Durante uma visita nesta quinta-feira ao local do ataque em Priluki, o ministro britânico das Relações Exteriores, Ed Miliband, afirmou que não existe "prova mais clara das intenções malignas de Putin" e acusou o presidente russo de tentar vencer a guerra "aterrorizando os civis".

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, alertou que Rússia e Ucrânia estão em um impasse, o que poderia levar uma ou ambas as partes a intensificar os combates para romper a estagnação.

Qualquer escalada "poderia passar rapidamente de uma guerra entre dois países para um conflito regional muito mais amplo e perigoso", declarou Rubio durante uma escala em Portugal, ao final de um giro pela Europa, classificando a situação como "muito perigosa".

Zelensky voltou a pedir aos Estados Unidos que aumentem a pressão sobre a Rússia e forneçam melhores sistemas de defesa antiaérea para obrigar Moscou a negociar.

A situação de segurança também se agravou na capital Kiev, que tem sofrido ataques cada vez mais intensos, incluindo bombardeios com mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones a jato.

O prefeito da capital, Vitali Klitschko, informou que, apenas nesta quinta-feira, três pessoas morreram e outras 14 ficaram feridas.

Klitschko declarou que os ataques, que atingiram pontes importantes, a rede ferroviária e a rede elétrica, estão "destruindo Kiev".

W.F.Walter--MP