Milhares de pessoas protestam na Itália sob forte dispositivo de segurança
As forças de segurança foram mobilizadas em grande número na Itália neste sábado (24) para monitorar protestos que acabaram sendo pequenos e, em sua maioria, pacíficos, após uma ampla operação policial realizada na sequência dos confrontos violentos do fim de semana passado.
A polícia havia realizado dezenas de buscas e prisões antes das manifestações previstas.
Apesar do forte aparato de segurança, milhares de pessoas se manifestaram em Roma e Milão, entoando palavras de ordem contra o governo e a polícia.
Helicópteros de vigilância sobrevoavam a central Piazza del Duomo, em Milão, enquanto soldados uniformizados patrulhavam a região em grupos. Nas proximidades, era possível ver cinco veículos militares e um caminhão com canhão de água.
“Manifestar-se é um direito. Precisamos fazer nossa voz ser ouvida”, declarou à AFP, em Milão, Alessio Scimone, funcionário de uma casa de apostas de 24 anos.
Cerca de 3 mil pessoas marcharam por Milão, paralisando o trânsito no centro da cidade. Em Roma, um número semelhante de pessoas se concentrou em áreas próximas ao Coliseu e à estação central de trens, diante de fileiras de policiais equipados para o controle de distúrbios.
Em Milão, alguns estabelecimentos comerciais fecharam antes do horário previsto, enquanto outros bloquearam suas vitrines com tábuas após os episódios de saques registrados no fim de semana passado na capital italiana da moda.
Outros estabelecimentos permaneceram abertos, desafiando a situação, depois que o prefeito da cidade, Giuseppe Sala, pediu que a população não entrasse em “pânico”.
A polícia informou a prisão de nove pessoas e a detenção temporária de outras 371, incluindo 110 menores de idade, que foram levados a delegacias em oito cidades.
Após os confrontos do fim de semana passado em Milão, o governo mobilizou 500 soldados na cidade e aprovou um decreto que flexibiliza as regras para a detenção de menores de idade e impõe multas aos pais pelos danos que seus filhos causarem durante as manifestações.
M.Schulz--MP